Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Portal Exame. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Portal Exame. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Mídia social: esqueça a mídia, pense no social - Mariela Castro

Foto: Pablo Gomes
Você já parou para pensar que mídia social, na verdade, nada mais é do que a transposição para o imenso universo virtual de algo que é precioso desde sempre na vida real: relacionamento? Pode ser uma maneira simplista de encarar as inúmeras possibilidades de conexão e alcance da sua mensagem na internet, mas no fundo é muito parecido. O que muda é a escala, agora  muitíssimo maior.

Graças ao relacionamento, você confia em determinada loja ou produto. Graças ao relacionamento, você acredita mais no que dizem seus amigos do que nas propagandas que alardeiam as vantagens de alguma coisa. Graças ao relacionamento, você se sente valorizado, ouvido, respeitado como consumidor. Por fim, graças à combinação desses elementos todos, você vai se tornar fiel a uma marca.
Veja o exemplo dessa pequena loja de eletrodomésticos (foto) em São Martinho, município de colonização alemã com pouco mais de 3 mil habitantes, no sul de Santa Catarina. Ali, há uma técnica precisa de vendas, baseada na confiança que os clientes têm na mensagem que está na faixa: “A casa é modesta, o produto é bom e o preço também!”
O dono da loja sabe que, se a mensagem for falsa, clientes frustrados vão espalhar seu descontentamento com a velocidade da luz. Ele optou, então, por uma mensagem simples, direta e honesta — não está dizendo que seu preço é o mais baixo da cidade, nem que seus produtos são exclusivos, nada disso. Está respeitando o cliente. Que percebe isso.
Transportar para o mundo online essa qualidade de relacionamento até então só possível na convivência física é o grande desafio das empresas. Manter-se alinhado entre suas promessas feitas na web e o que o consumidor efetivamente encontra quando vai comprar seus produtos, eis o segredo.

Fonte: http://portalexame.abril.com.br/rede-de-blogs/midias-sociais/2010/05/25/midia-social-esqueca-a-midia-pense-no-social/?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter às 20:45 - 02/11/2010

A revolução das mídias sociais - Mariela Castro

A comunicação digital faz isso com a gente. Provoca o encontro, a troca de experiências, o aprendizado. As mídias sociais reforçaram isso de maneira exponencial, criando novas oportunidades.

Esta semana, São Paulo sedia o Social Media Brasil, talvez o evento mais relevante para discutir os novos horizontes da comunicação e os fenômenos que – a gente não sabe bem como – se transformam em verdadeiras epidemias online. Vai ter gente de peso nas palestras, e pretendo não perder um só minuto desse aprendizado. Dois dias, 36 palestrantes e muitos tweets depois, eu conto como foi.
Lá vou encontrar também algumas pessoas com as quais estabeleci, a princípio, contatos virtuais, e no meio do caminho descobri que o interesse é mútuo. Um deles é o André Telles (@andretelles), que está lançando seu terceiro livro, “A Revolução das Mídias Sociais”, onde destrincha esse panorama. Ele gentilmente me citou na obra, como parte desse novo momento das mídias sociais no Brasil. Fico lisonjeada, pois André foi o primeiro a escrever um livro sobre as redes sociais no País e pesquisa o tema há muito tempo.
Mídias sociais são um caminho sem volta. Apaixonante e rico de possibilidades.

Os desafios das marcas na web 2.0 - Mariela Castro

Um dos maiores desafios de empresas de varejo é utilizar da melhor forma possível os recursos da internet para aumentar suas vendas e estimular a fidelidade dos consumidores. Essas empresas já descobriram que o consumidor de hoje tem um relacionamento com marcas e produtos bem diferente, e que a compra (ou pelo menos a busca) online já é bem mais comum do que se imagina.

Para começar, a lógica da propaganda foi subvertida. Até a década de 80, havia poucos anúncios, que atingiam muitos consumidores, que prestavam muita atenção porque havia uma concentração de informação em poucos veículos de comunicação. Nos anos 2000, a profusão de anúncios disputa um número reduzido de pessoas interessadas, cuja atenção está dispersa em inúmeras mídias.


Qual é a percepção que o consumidor tem sobre o seu produto? Quando ele entra em uma loja, ele pode achar que o que a vendedora está lhe mostrando é ridículo, feio ou de má qualidade, mas ele não dirá isso a ela e simplesmente marchará para fora da loja. Nas redes sociais, por outro lado, chega a assustar o grau de sinceridade das pessoas quando exprimem suas opiniões. Elas podem simplesmente detonar um produto sem o menor pudor.
Claro, esqueça a possibilidade de “controlar” o que as pessoas falam a respeito da sua marca ou produto. Esqueça também a ideia de não participar das conversas porque elas continuarão acontecendo com ou sem você.
O que fazer, então? O conceito agora é participação.

1. Entenda como as pessoas se engajam e participam. Charlene Li, festejada autora de Groundswell e especialista em mídias sociais, define uma “pirâmide”. Na base, estão os que simplesmente assistem: lêem blogs e notícias, assistem vídeos online, ouvem podcasts. No segundo estágio, os que compartilham: fazem uploads de fotos, compartilham vídeos ou links que acharam interessantes. Um degrau acima, estão os que comentam em blogs, participam de fóruns de discussão, avaliam produtos e serviços. Mais além, há os que produzem conteúdo: gente que redige blogs, produz vídeos e apresentações. Por fim, no topo da pirâmide, estão os chamados curadores, os que definem as discussões, moderando fóruns, criando wikis etc.

2. Ofereça conteúdo interativo, inteligente e divertido. A sua existência física (lojas, quiosques, stands) e a sua presença virtual (site, redes sociais etc) têm que estar totalmente alinhadas e coerentes. Nada mais frustrante do que o vendedor da loja não saber de uma promoção que está rolando no site da empresa e não saber atender o cliente. O site, por sua vez, deve ser de fácil navegação. Todas as promoções, online e offline, devem considerar o estilo do público-alvo e a linguagem que o toca.

3. Estimule o diálogo. Não se feche na sua carapaça de “estrategista das mídias sociais” e não empurre um monte de conteúdo chato para cima do cliente que acompanha seu site, blog ou Twitter. A internet é um canal de duas mãos, e você deve OUVIR antes de falar. Não use esses canais para fazer spam dos seus produtos, qualidades ou promoções.

Fonte: http://portalexame.abril.com.br/rede-de-blogs/midias-sociais/2010/06/29/os-desafios-das-marcas-na-web-2-0/?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter às 20:41 - 02/11/2010

Como medir o sucesso de uma campanha em mídia social - Mariela Castro

Foto: Sanja Gjenero
À medida que redes sociais como o Facebook e o Twitter avançam em ritmo acelerado, atraindo um número crescente de usuários, a pergunta das empresas agora não é se elas vão ou não aderir a esses canais, mas sim como elas podem medir o retorno sobre o investimento (ROI) ou, em outras palavras, a eficácia de sua presença nessas plataformas.
Antes de mais nada, é preciso estabelecer: “o que é, para mim, ter sucesso?”. Gerar buzz e conversações em torno de um produto em particular? Melhorar a percepção da minha marca? Aumentar o tráfego no meu website? Conhecer melhor o que pensam meus consumidores? Definido isso, o próximo passo no seu plano de mídia social é entender como medir o sucesso. 
Com desafios, objetivos e conceitos claros, fica mais fácil determinar como o resultado será quantificado. Mais comentários no blog, mais retweets ou seguidores no Twitter, links, fãs no Facebook? Sem saber o que e como medir, qualquer iniciativa será um tiro n´água, pois limitará sua capacidade de entender o mercado e implantar mudanças quando necessário.
Embora não haja um jeito real de avaliar o quanto vale um seguidor no Twitter ou um fã no Facebook, existem algumas maneiras fáceis de medir o ROI de uma campanha de mídia social.

1) Ofereça descontos, cupons ou códigos de promoção exclusivos para quem navega nas redes sociais, sugere Devin Sugameli, especialista em marketing para mídias sociais. Se você é uma rede de varejo, poderá medir o sucesso da mídia online a partir do número de consumidores que aparecem na loja com o cupom na mão. Só tem um porém: esses fãs podem eventualmente replicar essa promoção para não-fãs (afinal, o princípio básico das redes sociais é compartilhar informação), e então você não saberá realmente como seguir a pista.
2) Rastreie links. Se você não tem condições de oferecer esses descontos especiais online que permitam rastrear as vendas, uma outra maneira é medir sua influência ao acompanhar links que você inclui em cada post que publica. Então, se você postar um link para o seu website no Twitter, e algum seguidor seu clicar nele, você poderá identificar em quais páginas e durante quanto tempo esse seguidor navegou no seu site. E aí comparar com outros cliques vindos via email ou página do Facebook, e então avaliar o que dá mais retorno.
3) Monitore o feedback do usuário e as menções à sua marca ou produto. Existem ferramentas gratuitas (começando com o simples Google Alerts). Acompanhar o que é dito sobre a sua empresa não significa necessariamente medir as vendas, mas vai ajudá-lo a avaliar o ROI em termos de propaganda boca a boca e publicidade gratuita.
Lisa Barone, diretora de Branding da agência de internet marketing Outspoken Media, afirma que é essencial monitorar suas métrica online e offline para determinar se os seus esforços em mídia social foram ou não bem sucedidos. E se não foram, o que você pode fazer para corrigi-los.

A hora certa de medir – Não adianta querer medir o retorno de um esforço de mídia social antes de dois ou três meses. Se você começar a medir cedo demais, o máximo que poderá descobrir é se o número de seguidores ou fãs aumentou. Mas não é isso que realmente importa, não é? Eles são até úteis, mas melhor seria identificar se, com o tempo:
• Sua empresa está melhor posicionada no Google por causa do aumento do tráfego e dos links para seu website;
• Você ampliou o conhecimento das pessoas sobre sua marca e isso refletiu em incremento no volume de buscas por certas palavras-chave de seu interesse ou em aumento de vendas;
• As pessoas estão realmente engajadas com o seu conteúdo e transformando isso em ações práticas (por ex., compras online, mais comentários ou retweets). Dica: CrazyEgg é uma boa ferramenta para medir isso.
Se você dedicar algum tempo para estabelecer (1) o que você quer e (2) como você vai conseguir isso, certamente terá sucesso em qualquer esforço em mídia social.

Fonte: http://portalexame.abril.com.br/rede-de-blogs/midias-sociais/2010/08/23/como-medir-o-sucesso-de-uma-campanha-em-midia-social/?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter às 20:39 - 02/11/2010

O mico de uma pesquisa mal feita - Mariela Castro

“Vamos fazer uma pesquisa para descobrir o que pensa o nosso público-alvo”. Quantas vezes você já não ouviu isso? E quantas vezes essas pesquisas foram feitas, apresentando questões cujas respostas já se sabia ou então induzindo os entrevistados a uma determinada direção, apenas para corroborar uma tese da diretoria e não evidenciar posições reais (muitas vezes contrárias)?
Fazer as perguntas certas às pessoas certas é crucial para o sucesso de uma pesquisa. Esta semana, vi um exemplo de como não seguir essa máxima.
A Associação Australiana-Asiática de Relações com Investidores acaba de divulgar os resultados de um estudo que aponta que somente 7% dos investidores de varejo (pessoa física) utilizam mídias sociais para apoiar suas decisões de investimento. Esse resultado foi amplamente interpretado como uma rejeição a esse tipo de comunicação naquela região do globo.
Errado. A conclusão não é essa. Na verdade, esse dado precisa ser colocado em contexto.
Os investidores de varejo australianos são pouco influenciados pelas informações financeiras divulgadas por companhias através das mídias sociais pelo simples fato de que a maior parte das companhias da Australia e da Asia não estão usando esses canais de divulgação. Então, parece lógico que as pessoas não dêem importância a isso.
Outro ponto: a faixa etária dos entrevistados. 63% dos respondentes tinham mais de 62 anos, e 32% tinham entre 44 e 62 anos. Ou seja, 95% tinham mais de 44 anos, o que significa que a pesquisa deixou de cobrir uma faixa etária primordial quando o assunto é tecnologia e mídias sociais, dado que pessoas mais jovens estão mais familiarizadas com esses temas e são usuários mais assíduos. Esse grupo representa a futura classe investidora na Australia. Se a ideia é manter o país como um dos que têm maior índice de pessoas físicas investindo em ações, as companhias de lá devem passar a olhar para esse público-alvo mais jovem e adotar novas ferramentas mais modernas de comunicação.
Como diz o designer Marty Neumeier, autor de livros sobre design como estratégia para posicionamento de marcas, “é melhor ter uma resposta curta e grossa para a pergunta certa do que uma resposta super elaborada para a pergunta errada”.

Fonte: http://portalexame.abril.com.br/rede-de-blogs/midias-sociais/2010/08/30/o-mico-de-uma-pesquisa-mal-feita/?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter às 20:37 - 02/11/2010

Construindo sólidas relações via Twitter - Mariela Castro

Foto: Clix
Muita gente questiona a intensidade dos laços que estabelecemos através das redes sociais, acreditando que, quando se trata de relações novas, com gente que não conhecemos pessoalmente, esses laços tendem a ser frágeis e superficiais.
Pesquisadores como a gaúcha Raquel Recuero já tentaram definir a “amizade” online pelo grau de reciprocidade das conexões estabelecidas nas redes sociais. Diz ela, por exemplo, sobre o Twitter: “É um espaço onde as conexões não precisam ser recíprocas e, portanto, não necessariamente um espaço de “amigos”.” 
É verdade que não há exigência de reciprocidade no Twitter. Mas também é verdade que o Twitter pode ser muito rico de relacionamentos reais com pessoas que você nunca viu. É possível, sim, estabelecer laços fortes e significativos mesmo nesse ambiente em que “se fala sozinho” para uma vasta platéia de seguidores.
Porque não é da massa de seguidores que estou falando. Falo do seleto grupo de pessoas com quem você efetivamente interage com freqüência no microblog. Pessoas que se ajudam, compartilham, trocam ideias e têm afinidade de interesses. Que se importam umas com as outras a ponto de perguntar se você vai bem e quais são seus novos projetos profissionais.
É a “comunidade imaginada”, termo cunhado pelo cientista político Benedict Anderson que traduz a identificação com uma população dispersa de pessoas desconhecidas, mas com as quais se compartilha com tal intensidade que é possível falar em “nós”, falar em um grupo.

Como você determina se uma relação online é real?
  • As pessoas sabem o seu nome?
  • Mantêm uma conversação regular com você?
  • Oferecem informações e questões que te fazem aprender e crescer?
  • Notam quando você deixa de participar?
Se a resposta for sim, será que realmente importa se você conhece essas pessoas fisicamente ou se elas estão do outro lado do mundo?

Um caso real no TwitterConstruí, ao longo dos anos, uma rede de contatos bastante ativa no Twitter. É um grupo fechado, admito, mas com o qual interajo intensamente, sem jamais ter visto ninguém pessoalmente. No último mês, por conta do trabalho e de muitas viagens, reduzi drasticamente minha presença no Twitter e, principalmente, perdi vários #irchat, encontro semanal para discutir relações com investidores e mídias sociais. Ontem, consegui retomar meus tweets – e as pessoas desse grupo mais assíduo perceberam. Recebi várias mensagens de “welcome back”, “estava estranhando a sua ausência” e coisas parecidas, do Canadá, da Nigéria, dos Estados Unidos. Detalhe: nunca vi essas pessoas. Mas conheço seu trabalho, aprecio suas opiniões, discuto com elas, já as indiquei para entrevistas em veículos de comunicação brasileiros, elas já me ajudaram em pesquisas.
Com essas pessoas tenho, sim, laços mais fortes do que eu poderia supor quando comecei a usar o Twitter para ampliar minha percepção sobre o poder das mídias sociais. Cultive relacionamentos online, e eles se tornarão tão importantes quanto os da vida offline.

Fonte: http://portalexame.abril.com.br/rede-de-blogs/midias-sociais/2010/09/13/construindo-solidas-relacoes-via-twitter/?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter às 20:35 - 02/11/2010

Australiano de 17 anos provocou caos no Twitter

Usuário @zzap usou um código em Javascript que fazia os navegadores irem direto ao site especificado apenas passando o mouse em cima do link

Foram cinco horas de `caos´ entre os usuários do Twitter nesta terça-feira (21/9)

Sydney - Um australiano de 17 anos admitiu nesta quarta-feira ter provocado, sem querer, o caos de terça-feira no portal de microblogs Twitter, que gerou problemas nas contas de milhares de pessoas, incluindo o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.
Pearce Delphin, que tem uma conta no Twitter com o pseudônimo @zzap, reconheceu ter encontrado uma falha na segurança que foi aproveitada pelos hackers e espalhou o caos durante cinco horas na terça-feira.
Delphin, que mora em Melbourne com os pais, introduziu um código Javascript como texto normal em uma mensagem que desencadeava a abertura de sites apenas com o ato de passar o mouse sobre o texto, sem a necessidade de clicar nos tweets.
Os hackers aproveitaram a ideia e usaram o código para redirecionar os usuários para páginas pornográficas ou criar tweets que eram repetidos a cada vez que eram lidos.
"Fiz isso apenas para ver se era possível fazer (...) para ver se o código Javascript podia ser utilizado em um tweet", contou o jovem à AFP por e-mail.
"Ao enviar meu tweet, nunca imaginei que isto poderia acabar assim", completou.
Milhares de contas foram afetadas, como a de Sarah Brown, esposa do ex-premier britânico Gordon Brown, que tem mais de um milhão de seguidores.
O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, também foi afetado.
O Twitter pediu desculpas na terça-feira aos milhões de usuários. Um dos diretores da equipe de segurança do portal de microblogs, Bob Lord, afirmou que os dados das contas pessoais não foram afetados.

Leia mais notícias sobre o Twitter
Siga as notícias do site EXAME sobre Tecnologia no Twitter

Fonte: http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/australiano-17-anos-provocou-caos-twitter-598385 às 20:28 - 02/11/2010